segunda-feira, 17 de maio de 2010

Acusações

Disseste que sou perigoso
que hoje tens medo de mim

Ontem silenciaste...

Amanhã quiçá, tu me beijarás...
me abraçarás...
e tu me dirás...
que sou teu amor...

pois verás... no escuro...
que o perigo estava em ti o tempo todo...

pois não queres o meu amor
contudo teu espírito me visita todas as noites
me subtrai o sono...
e me sangra um pouco o coração...

Disseste que tens medo de mim...
mas eu temo o teu amor...

depois de sete anos nunca ouvi palavra torpe em tua boca delicada...
nem senti raiva ou rancor nos teus olhos...
mas hoje te vi ser jogada no chão...
e tua boca se encheu de palavras duras e sujas...
e eu é que tive medo de ti...

Tenho medo da tua boca...
pois encantas com poucas notas...
seduz com o metal...
faz desejar beijos...
mas depois diz que tens medo...

Perigoso é te ver espalhada no chão
chorando...
com curvas tão lindas, as dos teus quadris...
e o que mais me chocou... foi ouvir teu choro...
dorido... um lamento de desprezo...
teu olhar de loucura...

Eu tenho medo de ti
porque te amo
e tu?
Tens medo de mim
Porque Sou perigoso

Sempre te protegi...
sempre te protegerei...

Perigoso?
É sonhar contigo por tanto tempo...
pensar em ti todos os dias...
como quem sonha em ser ator,sem nunca poder subir no palco
passa a vida apenas... na platéia...

Isto sim... é que é perigoso...

terça-feira, 11 de maio de 2010

Feliz aniversário mano!

11 de maio de 1980

Nasceu "O Cara".

Lembro da primeira vez que te vi como se fosse hoje!
Chegaste no colo da mãe envolto numa manta. Ela te segurando nos braços sentada no banco da frente de um Fusca verde claro.
Eu estava brincando com meus amigos vizinhos de apartamento em frente ao prédio... de repente chegou o Fuca buzinando (biii...biiii-bi....bíííííí!!!!!!)
O carro fez a curva, subiu na calçada de bazalto irregular perto dos boxes e parou na minha frente... eu rapidamente subi no estribo do fusquinha, me aguarrei na janela do carro e te vi... com os olhos fechados e a cara de "bigorninha"! Hehehe...

O pai com aquele visual "Pedro de Pacas" hahaha...

E a mãe com a cabeça reclinada, o olhar doce, a te admirar... derretendo-se em amores...

Botei meu dedo na tua mãozinha... e tu fechaste a mão segurando o meu dedo...

Depois minhas recordações dão um salto no tempo... e lembro de quando o pai trocava a tua fralda no escurinho do quarto deles - pois tu dormia com eles ainda - sobre um trocador branco com a tampa azul... a tampa abria... e virava um trocador... e eu estava meio assustado olhando para o teu cordão umbilical com sangue seco e uma presilha de plástico na ponta, quando bem diante dos meus olhos, iluminado pela luz natural que vinha da porta do quarto aberta, teu "umbigo caiu"... que emoção!

Depois lembro dos teus dentes de leite caindo... e o tombo que tu levou de bici, fez um furinho na testa, lá na Silva Paes... e corri contigo ensanguentado... achei que tu tinha perdido o rosto... a mãe lavou teu rosto e não tinha nada... só um piquezinho na testa que sangrou muito e me assustou...

Lembro quando o "Zoreia" te chutou em frente a casa do Jasser e do Jader e eu segurei as mãos do Zoreia e disse: Vai Xandi... bate!

E tu quase matou o cara quando acertou ele nos rins com um cabo de vassoura, de madeira... kkkkkk!!! A vassoura chegou a apitar no ar... hahahahaha!!!!

Depois lembro de quando ganhamos o beliche de pinus... e brincávamos de eu te segurar pelas pernas e te puxar da parte de cima do beliche... teu corpo despencava para trás... tu fazias uma cara de pavor eu ria... e tu gostava da sensação de medo de bater a cabeça no chão... o que graças a Deus, nunca aconteceu...

Lembro do soco que tu foi me dar... e eu me abaixei e tu acertou o Jasser, teu melhor amigo... hahahahaha....

Lembro de quando o Duque, nosso amado vira-lata bobão veio correndo para o teu colo quando na porta da área tu chamaste ele, e o bobão acertou uma focinhada na tua boca te arrancando um dente... KKkkkkkkk!!!

Lembro de quando ganhamos as bicicletas de presente, não recordo que data era... tu queria uma "bici de véio", tri estiloso... um piá andando de Barra Forte! E eu quebrei o freio da minha e não pude andar contigo... e quando consertaram minha bike... choveu uma semana sem parar... hehehe

Lembro de quando te vi fumando no calçadão e quando tu me viu, jogaste a bagana longe... e me apavorei... (tu tinha 13 anos!!!)
De quando descobri no fim do ano letivo que teus cadernos estavam em branco... e me apavorei também...

Lembro de quando teus amigos eram da Vila Fernandes e de como eu me sentia deslocado longe da Silva Paes... e as vezes sentia ciúmes dos teus amigos... até tentei gostar de vídeo-game... mas não consegui ser tão bom com o joystick como tu...


Ah... lembro de quando a gente subia em cima da casa com uma Kodak Love com filme de 12 poses para "bater foto" juntos...

Da gente demolindo skate...

Lembro de quando tu apareceu com umas namoradinhas estranhas... uma judoca gordinha... e depois teve uma que parecia o João Gordo, cheia de piercings... e de ter pensado que era o fim...

Depois a vida nos separou um pouquinho... tu virou até "gesseiro", mas antes teve outras profissões como padeiro, office boy do vô Charles...

Falando nisso, lembro que tu era o orgulho do vô Odir... diziam que tu era parecido com ele... e ele pegava aquela bengala com uma bola de madeira na ponta e com ela sobro o teu peito te ensinava e fazer apoio e abdominal... e contava... um... dois... três...

Lembro de quando tu te fudeu no acidente de moto... duas pernas engessadas, final de curso na facul... e a Marcopolo te chamou... e tu saiu andando contra os conselhos médicos... e como um guerreiro... venceste tudo! O vazio da solidão, as dores, a pneumonia, o desamor, a falta de grana, e foste até Caxias... e lá longe de nós... enfrentaste a realidade da vida...

Lembro de quando tu te apaixonou pela Manu... que ela era linda sem precisar de nenhum recurso artificial... e que gostava de cachorro que nem tu... e que gostava de ti com esse teu jeito de macho!

Lembro que tu deu um Buzz Lightyear pra Sofia! Acho que nós gostamos mais dele do que ela!

Lembro de quando tu deste tua moto de entrada no Del Rey para eu não andar a pé quando roubaram o meu carro... e não tinha seguro nem nada... E a Sofia era bebê ainda... por tua causa eu não fiquei nem 24 horas andando a pé... tu tinha pagado a moto em mil prestações e foi muito sacrificante pra ti.. obrigado meu irmão ... Eu te amo muito... queria poder te abraçar agora...

E lembro de como o Chevetinho nos uniu... como a gente tentava achar que ele era um bom carro! Hahaha...

E lembro de quando apareceu o Clio na tua vida... e tudo o que ele trouxe junto...

Lembro do canivete suíço que tu me deu... e do boné Beagle... artigos de luxo, que tu me deu com um desprendimento transcendental...

E são coisas que levo como uma força de tu estar sempre comigo... e agora mesmo estou usando um blusão teu... todo esfarrapado... mas adoro ele... hehehe...

E agora meu Xandi querido... vem a pior parte... hehehe 30 anos!

Hahahahaha!!!

Balzaquiano! Enfim!

E no dia do teu aniversário eu é que ganho o presente... não... não...

Meu presente para ti hoje é poder recordar toda esta história contigo e poder te dizer...

Te amo!

Feliz aniversário!

domingo, 9 de maio de 2010

Mães e pães...

Antes de mais nada... parabéns mamãe... sou agradecido a Deus por você ser minha mãe.
Tive uma sorte que muitas pessoas não tem: a de ter uma mãe jovem, linda, alegre e bem humorada! Uma mãe que cuidou de mim quando eu era pequeno e que cuida de mim sempre que preciso até hoje. (Ou quando ela acha que eu preciso!)
Lembro de coisas deliciosas da minha infância... e todos nós deveríamos fazer esta viagem hoje...
Lembro de quando ela servia pão caseiro com manteiga... a manteiga geladinha cortada meticulosamente numa fatia nem muito fina nem muito grossa, sobre uma deliciosa fatia de pão que só ela sabia fazer... e tudo isso arrumado num prato de forma a encher os olhos... servido com carinho...
Com minha mãe aprendi a amar... o modo dela amar é modo como eu amo... gosto de pôr à mesa... servir quem amo... com o meu melhor... gosto de fazer pão... de cozinhar... de servir... sei que parece "pensamento de arigó" como diria o gaudério, mas gosto de sentir-me útil para quem amo...
Hoje é um dia para se comemorar com a sua mãe... e para lembrar das que já se foram... é também um dia para se refletir... pensar sobre as novas conjugações familiares... e as novas funções familiares...
Há por exemplo, recentemente, casos como o meu... em que o pai assume muitas das responsabilidades que deveriam ser inerentes à figura da mãe... e surge a fusão de pai e mãe numa única persona: o Pãe.
A coisa é tal, que hoje recebi os parabéns pelo dia das mães! Amigos que reconhecem em mim os cuidados maternos que despejo sobre minha filha!
Há ainda poucos "pães" por aí... mas com a mulher assumindo na sociedade um lugar cada vez mais proeminente no mundo do trabalho... a tendência é, enfim, desta situação de pais que são mães também, ser cada vez mais comum.
Então quero deixar o meu abraço a todas as mães e todos os "pães" que conheço!
Pois é no cuidado materno que se manifesta o carinho de Deus pelos homens...
A Bília diz no livro de Isaías 49:15: Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Tempo


Tempo... ele passa... a gente fica...
ou seria o contrário...?
Acho que o tempo fica... e a gente passa...
tudo passa, diziam os gregos, pantarei...
Só amor fica... mas isso... só a BÍblia ensina
Veja em Coríntios 13 no NT:

1 Coríntios 13
1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
3 E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
4 ¶ O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
5 Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
6 Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 ¶ O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
9 Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
10 Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
11 Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
12 Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.

sábado, 1 de maio de 2010

Lilás...

Estou a quatro noites sem dormir...
Ansiedade mata... aos poucos... é verdade, mas mata.
Existem tantas coisas e sentimentos se confrontando na minha cabeça...
Que não me permitirei filosofar hoje com os amigos.
Apenas isso, bom fim de semana paratodos nós...
Abraços...

""Amanhã... outro dia... lua sai, ventania abraça uma nuvem que passa no ar
pra chover de emoção, trovejar... raio se libertou...
clareou, muito mais...
se encantou pela cor lilás, prata da luz do amor...
céu azul...
eu quero ver o pôr-do-sol... lindo como ele só...
de gente pra ver e viajar... no seu mar... de raios...""
(Lilás - Djavan)