terça-feira, 20 de abril de 2010

Paradoxo arquetípico.

Somente agora percebo com a clareza do amanhecer
Quanto a amo
O tanto a liberto
O tanto me prendo

Amo o quanto a distância pode amar
Sentindo estar perto
E quando perto estamos
Aí é que me sinto longe

Pois meu amor não a quer constranger
Antes, constrange a mim mesmo

Hoje acordei sonhando - com ela
Ontem sonhei acordado - com ela

Todos os sonhos são com ela
Todas as realidades são sem ela

Embora me entristeça não poder tocá-la
Alegro-me neste doce anelo

Pois sei que de alguma forma
Minha voz a alcança em algum lugar da sua alma
Desconhecido lugar
De uma alma que conheço
Melhor que a minha

É certo que a amo
Pois não a procuro
Meu presente é minha ausência
Pois é me prendendo
Que eu a liberto
E isso é... amar.

Hoje estou a flor da pele
Não me toque
Vou chorar

Preciso do teu abraço
Finja que eu não existo
Para que eu continue feliz

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