quarta-feira, 28 de abril de 2010

Psicanálise e Neurociência II - (continuação...)

Vejo que há na nossa sociedade dois tipos básicos de família: a que o pai manda, e a que a mãe manda. Apenas estes dois tipos de família é que fazem a diferença relevante ao que digo nesta análise, no comportamento das pessoas beirando os 30 anos.

Onde o pai é mandão,vamos dizer assim, a filha mulher, cresce se relacionando com um homem durão. Vendo a mãe ser submissa. Ela cresce e decide que não quer viver como a mãe. Ela quer um homem sensível. Que traga flores, que escreva poesias, que goste de filmes estilo comédia romântica...

O problema é que quando ela encontra este homem, simplesmente não sabe o que fazer com ele! E não sabe, porque foi treinada para dar resposta aos estímulos que está acostumada desde a infância. A informação que entra nos neurônios desta criatura é nova. E não é considerada pelo cérebro como um estímulo. Daí que ocorre de ser comum ver mulheres que sonham com um homem sensível, deixando o sensibilóide, para ficar com um orangotango grosso e bombado! Que todas as quartas a abandonará para jogar futebol com seus amigos paquidermes! E ela fica apaixonada por este idiota...

No outro modelo familiar, a mãe é que manda, e o pai é um bundão que só obedece. A menina criada neste lar recebe um estímulo, que com o tempo cria o seguinte efeito, ou ela quer um homem para ela mandar nele, ou ela quer uma mulher pois a imagem que ela faz de homem foi assumida pela mãe dela. O pai não provoca estímulo nenhum neste pobre ser. Estas se relacionam com homens de forma muito lúdica... sentem-se perdidas... não demora para se sentirem muito magoadas com a realidade... (que homem
tem vontades e desejos, sendo novidade para ela, pois seu pai nunca demonstrou nada disso pela mãe) e começam a se armar para a guerra do amor. Tornam-se mulheres inconquistáveis.

E... ah... não quero mais escrever sobre isto... porque não tenho a menor noção do que estou escrevendo... não tem fundamento. Tudo isso que eu escrevi é esterco cultural... espero que ao menos tenham rido um pouquinho...

Querem saber?

To nem aí!

Prometo que amanhã escrevo algo menos cabeça e mais leve...

Abraços...

terça-feira, 27 de abril de 2010

Psicanálise e neurociência

(Evolucionismo numa abordagem á luz dos relacionamentos amorosos.)

Por que o processo evolucionário agiu diferente sobre a espécie humana?

Por que os mecanismos evolutivos não deram saltos importantes como fazer um ser vegetal tornar-se um ser locomotor? Ou ainda, evoluir um mamífero sem auto-crítica para uma forma de "mamífero sapiens sapiens"? Por que acreditamos que isso ocorreu apenas com o homem? E mais, a consciência já foi contemplada com uma definição baseada na análise evolucionista?

Inegável fato é, que o homem possui habilidades oriundas da consciência sobre si mesmo e sobre o meio onde vive e de suas relações com outros homens dentro deste meio. E que esta característica é algo discriminado em relação aos outros animais.

Mas isto é suficiente para afirmar que o ser humano é um ser superior?

Pode nossa superioridade ser considerada como fato consumado, se nem ao menos sabemos quais os mecanismos que nos levaram a tal superioridade?

Nem ao menos podemos comprovar isso científicamente numa análise cosmológica!

Somos ignorantes a respeito dos fatores que determinaram nossa suposta superioridade em relação aos outros seres vivos.

Nossas ferramentas evolutivas como a linguagem escrita e falada, nossa habilidade de construir objetos, aparelhos, ferramentas, enfim... são apenas uma parte do aparato de sobrevivência para protegermo-nos mais de nós mesmos do que dos outros animais.

Qual a vantagem da hegemonia da sabedoria se para o mais importante para nossa sobrevivência, que é o amor, não somos inteligentes nem capazes?

O mundo anda tão veloz... que desaprendemos a suportar a solidão... quando crianças estávamos sempre com algo para fazer e quando enfim crescemos e nos deparamos com o "nada para fazer", nos tornamos depressivos. Se encontramos algo para fazer, isso é simplesmente uma defesa da solidão e da depressão e nos tornamos ansiosos.

Cansei de amar... cansei de amar pessoas que não vivem, que tem medo e por esse instinto de sobrevivência superior que temos, acabam por desenvolver fortíssimos mecanismos de defesa emocionais e psicológicos idiossincraticamente elaborados.

Nunca se alcançará verdadeiramente o coração de uma mulher?

Será preciso sempre atravessar mais uma parede? Furar mais bloqueios?


Está cada vez mais difícil o acesso ao coração das pessoas. Agora essa de relacionamento virtual! Não olhamos mais nos olhos das pessoas. Paramos de observar as pessoas.

Evoluímos? Voltamos a ser nômades... só que agora em vez de abandonar territórios explorados, abandonamos corações escangalhados. Nômades nos relacionamentos.

Tudo isso para nos protegermos de nós mesmos. Não seria melhor poder confiar uns nos outros? Sermos fiéis num relacionamento, não apenas no sentido de evitar a traição sexual, mas fiéis no âmago do relacionamento? Saber que quando o outro diz que te ama, está sendo dito por uma pessoa que se conhece muito bem e quer se deixar conhecer? Não seria mais protetor saber que as pessoas não são levianas com os corações dos outros? Que não vão dar a entender uma coisa e fazer outra?

Existem pessoas que amam e se relacionam como um péssimo motorista se relaciona com o trânsito. Deixa o pisca alerta ligado sinalizando conversão para a esquerda e continua andando reto. Ou entra numa rua sem sinalizar. Como vamos saber o que o outro sente e espera de nós se não há sinais disso? Diálogo serve para isso.

É como chegar num restaurante e pedir um bife sem especificar de como gostaria, se bem ou mal passado, e mesmo assim reclamar que o bife estava ruim e dizer que o restaurante não é bom. Foi você que entrou naquele restaurante e pediu bife.

(continua amanhã...)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Estrangeiros e peregrinos.

Sábado passado, durante apresentação musical no Bourbon Ipiranga, fomos abordados por um casal desconhecido, cafonérrimo, ambos bêbados (12 canecos de chopp de 500ml cada um consumiu! - em 40 minutos!!!) e que de forma muito grosseira pediam - em tom agressivo - que a banda tocasse músicas cantadas em português, MPB, enfim...

Esta abordagem se deu em quatro etapas: a primeira foi durante o intervalo, onde a mulher (com o olhar perdido de quem toma Aldol) falou comigo, num clima... como se eu fosse o Donald e ela o seu arquiinimigo Silva. Segundo ato: Depois o cafonão, clone do Zé do Caixão (no modo de vestir), assuntou com o Pedrão e sua namorada à mesa durante o jantar. Num terceiro momento, o homem estala os dedos e faz "psiu!" - várias vezes! - após a primeira música do segundo bloco do show e pergunta: "Tu não é brasileiro!? Tu não é brasileiro!?" - Como o anicéfalo dirigia-se à mim, virei-me sorridente e esforçando-me para ser simpático, respondi: "Sou sim... eu sou brasileiro." O energúmeno continua: "Tu não é brasileiro!?" - ao que respondi: "Eu sou brasileiro! Eu não sou é xenófobo!"

Desci do palco para a cantora Lin, fazer seu número em "brasileiro" - que o sábio Luiz Leão escolheu a dedo para tocar para os cafonas - "Matriz e filial" (Hahahaha! Que sutileza! Gênio!); e foi neste momento que o imbecilóide histriônico e sua companheira cabeça de mamute me agarraram pelo braço (sem a menor noção do perigo que corriam pois eu estava prestes a perder a postura! Olha a faca! Olha a faca!) e começaram a argumentar colóquios infundados aos quais respondi que o diferencial do trabalho da banda era a música internacional bem executada e sem "enrolation"! E que se eles querem tanto assim curtir MPB (provavelmente recalcados por não entenderem inglês) que fossem para os barzinhos da cidade que estão cheios de MPB.

Permaneceram por mais uns 15 minutos até eu subir ao palco novamente - quase tendo uma diarréia de tanta raiva - e se foram para alívio de muitos no local.

E isto me fez pensar sobre xenofobia, do grego, xenos = estrangeiro, fobia = aversão forte, pânico aversivo. Ou seja: pânico aversivo de estrangeirismos. O que pode ser entendido como uma manifestação anti-imperialista-cultural-americana. Essas pessoas devem comprar "mouse" para o computador chamando-o de "rato". Ao trocar os pneus do carro pedem por "Pedra de fogo" (Firestone) e por aí vai...

Na Argentina, vi um LP do Led Zeppelin numa loja de discos, em que "Black Dog", a primeira faixa do lado A, na capa lia-se "Perro Negro" Poxa... aí já é demais!!!

A Bíblia possui muitas referências aos estrangeiros, pois os hebreus tinham muitas leis de proteção social aos mais fracos, como as viúvas e os estrangeiros e peregrinos entre o seu povo. Mas no Antigo Testamento alguns séculos antes de Cristo em Levítico 25:23 diz: "Também a terra não se venderá em perpetuidade, porque a terra é minha(diz o Senhor); e vós sois para mim, estrangeiros e peregrinos." Vemos aqui que para a natureza divina somos como estrangeiros, como peregrinos. Somos frágeis, alheios a Deus.

Mas o amor de Deus por nós, trouxe por meio do sacrifício de Jesus na cruz, a de volta a conexão do homem com seu Criador, perdida por nós no Éden. Veja o que diz em Efésios 2:19, no Novo Testamento, escrito por Paulo uns 100 anos depois de Cristo: "Já não sois mais estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus."

No céu... quando todos habitarmos unidos com Cristo, não haverá língua, nação, cultura, nada de estranho... ainda que exista a diversidade... o amor será supremo.

Give me tomorrow - by Gary Chapman

Where was my head

To believe I could live without you

And that we'd stay good friends

Now I'm dying instead

And my worst dreams have all come true

And I need you back again

That's why I'm calling

Cause I believe

There's hope for us

If you can just


CHORUS:

Give me tomorrow

And another chance

To tear down this wall

That keeps us so far apart

Let me borrow

Another day

To show what my heart's made of

Can you give me tomorrow to love


If you can find

Sweet reflections of you and me

Baby, don't let them go

Just one more time

Let our memories all run free

You'll see a precious love

And we still can have it

Cause I believe

domingo, 25 de abril de 2010

Treinamento de repetição.

E se um dia..... um demônio...... te dissesse: "Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez - e tu com ela, poeirinha da poeira!". Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez, um instante descomunal, em que lhe responderías: "Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!"..... A pergunta diante de tudo e de cada coisa: "Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?"..... Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela. - adaptado de: Friedrich Nietzsche ( A Gaia Ciência)

A escola não passa de um inferno disfarçado de céu. Lugar onde crianças são submetidas a um rígido treinamento: repetir. "A repetição é a mola mestra da aprendizagem." - ouvi esta frase numa aula de História da Arte ministrada pela digníssima Irmã Maria Hiltgardis no Colégio Maria Auxiliadora na década de 90. Dentro do contexto em que eu vivia e do modo como esta frase me foi apresentada, pareceu-me algo lindo. Mas agora, esta mesma frase, assume vestes terríveis.

Sofri dores insuportáveis no hospital durante minha rápida recuperação de uma apendisectomia, e afirmo categoricamente: viveria tudo novamente, apenas para estar onde estou agora, sem dor e vivo, ao lado da minha filha. Privações de dias sem comer e muitas horas sem beber. Sensação de impotência diante do destino. Restava-me aceitar o que foi imposto e lutar para cumprir a tarefa de voltar a viver.

Mas como suportar a dor de um emprego que não suportamos mais? Ou de um relacionamento que não nos traz mais prazer? Sentimos esta maldição da eterna repetição. Rotina de tortura. Cauterizadora de idéias e sentimentos nobres. Isto é o inferno na terra.

Inquietante assim é também a saudade. Ou a ausência que se faz eterna.

Devemos quebrar esta roda da escravidão, sair da sansara... atingir uma rota de fuga... sair pela tangente...

Uma frase de um filme do Goddard me agita os pensamentos... "Onde acaba a imagem que tenho de você?" Pensei: Limitamos a nossa visão e ou a expandimos?

Limitando, estamos fadados à repetição. Assim pretendem os namorados quando vivem de mimos diários impossíveis de serem mantidos na correria de uma vida matrimonial séria, postergando assim apenas o fim do relacionamento, sem saber. Limitam-se a verem apenas as coisas boas, e quando a ruim chegar, pode pegá-los desprevinidos.

Expandindo nossa visão, podemos ver coisas diferentes, e dependendo da nossa situação, tais visões podem ser melhores ou piores. Quem está no fundo do poço, talvez veja uma saída. Quem está enamorado e vê o futuro demasiadamente, acaba sozinho, pois excede em exigências e desconfianças.

Dizem, que só se dá valor àquilo que se perde. Deve-se tentar ver na saudade sentida todos os dias, o limite onde acaba a imagem que temos da pessoa amada. Permitindo assim surpreender-nos com o conhecimento de quão profundo pode ser este amor.

Queres viver todos os dias o mesmo que viveste hoje? Não? Então mude. Transforme-se.

Quando a saudade torna-se insuportável para ser sentida todos os dias, é porque ela está se transformando em paixão, cabe a nós transformarmos isso em amor, e este amor em relacionamento.

sábado, 24 de abril de 2010

Bordões e bordoadas.

"Hoje é sábadoooooooooo...!"

Um dos bordões do meu amigo Marcos, ou Marquinhos, como todos o conhecem. Ele diz isso aos sábados... e também às segundas, terças, quartas...

Quando eu estive no hospital no início de março deste ano, para retirada (dolorosa e purgatória!!!) do meu apêndice inflamado e supurado, todos os dias meu amigo e colega de trabalho na banda Leões e Poetas, Luiz Leão telefonava para mim e dizia:

"De hora em hora a vida melhora!"

Esta frase virou um bordão na minha boca, quando a dor era insuportável e a morfina pouco ajudava eu dizia para mim mesmo: "De hora em hora a vida melhora."

Antigamente o Marquinhos dizia: "Só coisa boa!"; era o "oi" dele. Atualmente mudou para "Só coisa boa e um pouquinho de grana!"

Visitantes ilustres no leito hospitalar, Marquinhos e Luiz Leão foram importantes com seus bordões, sempre servindo de apoio. Quando a vida lhe dá uma bordoada, nunca pergunte a Deus "Por quê Deus?", isso é falta de fé. Prefira perguntar "O quê Deus? O quê o Senhor quer que eu aprenda?"

Descobri que Deus fala o tempo todo conosco; mas é somente na dor, que nossas atenções se voltam para Ele e o ouvimos melhor. A dor aumenta nossa percepção auditiva para a voz de Deus.

O coração do faraó endureceu não libertando o povo de Deus, mas quando seu filho morreu, com a última praga do Egito, a saber, a morte de todos os primogênitos, então ele libertou o povo.

Na minha angústia particular eu libertei a mim mesmo. Sempre me aprisionei a este ou aquele conceito, mas agora sou livre! Viver vale a pena e só importa viver se existe amor! Não quero mais me estressar com pouca coisa. Ficar ao lado de pessoas estressadas e nervosas. Procure conviver apenas com quem lhe quer bem, com quem lhe dá valor, com quem lhe respeite, e principalmente, com pessoas de bom humor.

Encerro com dois bordões um de Paulo Santanna "O casamento é uma troca de maus humores durante o dia e uma troca de maus odores durante a noite."
O outro é de um pastor Luterano que vi pregar em 1995 em Ivoti (amo esta cidade!), ele dizia um trecho da Bíblia - o saudoso Reinoldo Frenzel (que já nos deixou...) - em tom profético:

"Hoje... se ouvirdes a Sua voz... Não endureçais os vossos corações..."

Amém.
Um bom Sábado á todos.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Leões e Poetas - A Banda


Sem ofensas... eu não sei desenhar mesmo... hahahahahah!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

A velha novidade.

Um bom romance... Ah... Todo mundo sonha com um... Desses de cinema... Que vai sendo escrito lentamente. E de tão lento chega a dar uma angústia. O bom romance tem a ver sempre com a realização dos nossos sonhos. E sonhar... é uma forma de tentar transcender nossa existência.

Existem diferentes jeitos de se fazer isso. Tem gente que escala o Everest, ou viaja para um lugares místicos, ou lindos, tem gente que ajuda o próximo, o necessitado, ou trabalha como voluntário em hospitais, asilos... Enfim... Mas eu... eu sonho!

Eu sonho... E aconselho: procure sonhar... sempre, todos os dias, antes de dormir, antes de fechar os olhos... comece a sonhar... Imagine-se um herói, quem sabe dirigindo aquele carrão, ou saboreando uma comida preparada com carinho pelo seu amor, seja ele platônico ou real, imagine-se numa viagem pelo mundo! Mas sonhe. Apenas sonhe.

Tenho sonhado o mesmo sonho desde criança... É assim: um romance cinematográfico! Sonho em casar na igreja! (Isso mesmo! E daí?) Talvez uma pequena igreja na Inglaterra, uma igreja Anglicana. A noiva linda, sorridente, de branco, feliz, perfumada, leve, solta, só minha (e eu só dela!)... admirada por todos pelo seu bom humor e carisma... A chuva de arroz... ah... tem que que chover arroz! Entramos de mãos dadas em sinal de total cumplicidade num carro estilo dos anos 60, preto cadillac, com detalhes cromados, rumo a lua de mel nas montanhas. O sorriso dos corações confiantes estampados no rosto de cada um.

A Bíblia diz: "Mulher virtuosa, quem a achará? E seu valor muito excede ao de finas jóias. O coração de seu marido confia nela." Provavelmente escrito por Salomão, este texto mostra que o sonho do romance é antropológico, e não meramente cultural. Dia desses recebi um email com fotos curiosas, numa delas Saddam Hussein ao lado da esposa numa fotografia que parecia tirada para um filme romântico da era de ouro de Hollywood. Viu? Todos sonham. Bons ou maus, são seres humanos, e sonham. E se forem espertos, tentarão viver seus sonhos.

Certas pessoas cruzam em nossas vidas, e trazem nos olhos, sem saber, a promessa de realização dos nossos mais secretos sonhos de amor! A triste verdade é que a regra geral parece ser de as pessoas morrerem sem cumprir seus sonhos, sem vivê-los. Ou sonham metas impossíveis, ou não buscam realizá-los. Mas quando esta pessoa aparece com a luz dos sonhos nos olhos... corra atrás dela! Não deixe escapar a oportunidade de dizer-lhe que a ama! Talvez isso a assuste... tenha sensibilidade... se for este o caso... leia o Pequeno Príncepe antes.. o capítulo da raposa... Mas não deixe seu sonho escapar entre seus dedos. Nada é por acaso, e se aquela pessoa está ali na sua frente... pegue o e-mail dela, o telefone, o apelido, a placa do carro, sei lá porra... qualquer informação para poder correr atrás do seu sonho depois.
Se não fizermos isso... corremos o risco de ver nosso sonho ser nutrido por anos e anos a fio... e isto transforma pessoas em mitos! Daí já era! Nunca mais conseguirá manter uma postura natural diante desta pessoa e deixá-la ver quem você é de verdade! Tudo trava! Então acima de tudo... aja rápido e seja natural! LEMBRE-SE: SUA VIDA ESTÁ PASSANDO AGORA MESMO BEM DEBAIXO DO SEU NARIZ!

Eu vi esta luz. E ela é azul! Mas esta princesa dos contos de fada não tem culpa de ter o brilho dos meus sonhos nos seus olhos! Então... eu é que devo ter nos meus olhos esta luz também! Os amantes que vêem reciprocamente esta luz nos olhos um do outro, mantém um esnobe sorriso de felicidade e cumplicidade no rosto que aborrece os derrotados e sem esperanças.

Sinto a cada momento ao seu lado, uma novidade, que apesar de ser sempre o mesmo sentimento, a cada encontro me parece como se um novo sentimento fosse. Sua proximidade reacende a chama. Então percebo...

... o quão novo é o velho amor de sempre!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Tiradentes xTira-gosto.

Ah... que mês fértil para as escolas...!!!
Abril... Mês da Páscoa, e lá se vão as professoras fazer orelhas de coelho com cartolina, pintar bigodes de coelho nos alunos, pedir dinheiro para os pais dos alunos para comprar balas, pirulitos e outras porcarias... (Podiam ao menos comprar chocolate de verdade?)E o "Pesach", a odisséia Hebraica de liberdade da escravidão e a travessia do deserto até a "terra prometida", que durou 40 anos e está recheada de milagres e lições... quem lembra? Foi nesta época que a verdadeira Páscoa (passagem) aconteceu: Cristo, de natureza humana e divina, homem gerado por Deus no ventre da Virgem, que viveu sem cometer nenhum pecado, morre injustamente crucificado em nosso lugar, ressuscita ao 3° dia, sobe aos céus prometendo voltar para nos levar para um novo mundo, onde não haverá mais lágrimas, nem medo, nem dor, nem o mal, nem despedidas, nem fome... E toda a humanidade, ressuscitada, reconciliada com Deus para sempre... vivendo em amor e dádivas e delícias eternas... as famílias reunidas novamente... os vivos e os mortos vivendo como se nunca tivessem sido separados, o órfão re-encontra seus pais, a viúva o seu marido, toda a felicidade dos reencontros e da vida com Deus... a linda e verdadeira história da salvação sendo escrita diante dos nossos olhos todos os dias... quem lembra?
Importamo-nos demais com os feriados, e pouco com os significados.
Ah... tem também o dia do índio... e tem também hoje.
21 de abril.
Alguém sabe? Alguém lembra?
Dia de Tiradentes.
E daí?
Preferimos ver este dia como mais um dia de tira-gosto.
Vamos ver tv o dia todo, passear, fazer um churrasco, comer uns petiscos diferentes, namorar, e muitas outras coisas gostosas que se pode fazer num feriado.
E tudo isso é muito bom... concordo.
Mas... se por acaso alguém quiser saber algo sobre Tiradentes e o que esta data significa para a nossa história, basta clicar no link:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tiradentes

Até amanhã.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Foto do dia... Frio no RS.


Minha xícara predileta. Todo mundo devia ter uma. Somente para ocasiões especiais. Eu, como adoro o frio... especialmente hoje... que o tempo está meio chuvoso... acho uma boa combinação: chuva, frio, capuccino, bolinho de chuva coberto com canela e açucar confeiteiro, cobertor, sofá e filme da sessão da tarde! Claro... e uma bela dona!!!

Minha xícara predileta tem um quê de coisa fina, outro quê de coisa simples, e uma dose de aconchego. Na foto aparece em primeiro plano, e ao fundo minha cafeteira italiana, umas latas de biscoito amanteigados e minhas plantas... O pano de fundo é a luz do céu nublado da cinzenta tarde de terça-feira entrando pela minha enorme janela.

O frio traz consigo o aconchego. O frio nos aproxima. Deus nos deu o frio porque somos um povo frio. Por "increça que parível", é no frio que derretemos o gelo das nossas almas. Quando nos aproximamos, nos aquecemos e derretemos nossos corações de gelo.

O gaúcho aplaude menos nos shows. Nos espetáculos de comédia, é o povo que menos ri.
Por isso mesmo estimula-se tanto a cultura do chimarrão. Povo inteligente que sabe que precisa superar sua aparente frieza, com doses de tradicional cordialidade. Ritual que aproxima, ritual de fé e de amor. E eu também tenho minha cuia e minha bomba prediletas.

Mas a xícara é universal. A cuia é muito regional. A xícara eu posso levar para fora do estado, para fora de casa, para o escritório, para acima do "Mampituba" sem correr o risco de parecer bairrista.

Dividir uma xícara de café ou chocolate quente com a pessoa amada, é mais sagrado e romântico que pedir de joelhos a mão da amada em casamento. Une sonhos e esperanças. Penso em como seria poder dividir com uma xícara de café, meus sonhos com alguém que queira dividir o seus comigo. Penso num nome. Pequeno... 3 letras apenas. Penso numa imagem. Penso em como desejo obsequioso o amor que nutri tantos anos, desde a infância. Suas cores, suas palavras, suas paixões e tudo o que sei sobre ela estão lá... na borra de café com chocolate que fica no fundo da minha xícara predileta. E só eu posso vê-la com meus olhos mágicos... dentro daquela xícara, cheia de sonhos, enquanto sorvo minha bebida quente lentamente, num tributo secreto diário, pensativo e calado... até fim.

Paradoxo arquetípico.

Somente agora percebo com a clareza do amanhecer
Quanto a amo
O tanto a liberto
O tanto me prendo

Amo o quanto a distância pode amar
Sentindo estar perto
E quando perto estamos
Aí é que me sinto longe

Pois meu amor não a quer constranger
Antes, constrange a mim mesmo

Hoje acordei sonhando - com ela
Ontem sonhei acordado - com ela

Todos os sonhos são com ela
Todas as realidades são sem ela

Embora me entristeça não poder tocá-la
Alegro-me neste doce anelo

Pois sei que de alguma forma
Minha voz a alcança em algum lugar da sua alma
Desconhecido lugar
De uma alma que conheço
Melhor que a minha

É certo que a amo
Pois não a procuro
Meu presente é minha ausência
Pois é me prendendo
Que eu a liberto
E isso é... amar.

Hoje estou a flor da pele
Não me toque
Vou chorar

Preciso do teu abraço
Finja que eu não existo
Para que eu continue feliz

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Dia do Índio.



Aprendi na escola: o índio é um cara bonzinho, sem pêlos, que não sente frio, ama a natureza, pinta o rosto, usa pena de galinha na cabeça, dança em roda fazendo "u" com a boca e batendo com a mão nos lábios. Ah... e usa arco e flecha.

Aprendi com a vida: o índio é um cara marginalizado, e não sabemos nada sobre ele.

Antigamente o Dia do Índio era feriado... comemoravam! Tinham mais é que comemorar mesmo... Queimamos as florestas deles, estupramos as mulheres deles, acabamos com a teologia deles... e nada! Num mundo onde a gente só leva no lombo... encontrar com estas criaturas que não revidam com terrorismo e homens-bomba é muita sorte mesmo. Aqui fomos mais espertos! Acabamos com qualquer possibilidade do índio ter religião! viva a catequese! Nada de fanatismo religioso na nossa sociedade! Ah... tá bom... só um pouquinho... os RRs Soares, Macedos e Malafaias da vida!

Depois, esta data muitas vezes passa batido por nós. 19 de abril é uma data que não significa nada para o comércio! A gente presenteia mãe, pai, filhos (12 de outubro, Natal ,Páscoa...etc...), avós, trabalhador, professor (que não é trabalhador, obviamente, pois professores têm data específica!) e enfim...

Mas...

Quem presenteia o índio?

Afinal... Quantos índios você conhece? Eu conheço o Cacique Juruna... e o Galdino Jesus dos Santos - aquele mendigo (na verdade ele era um pataxó, mas quem lembra?) que uns filhinhos de Presidente de Tribunal de Justiça de Brasília (claro que isso foi pejorativo, pois somente um dos assassinos era filho dele mesmo), atearam fogo no dia 20 de abril de 1997 numa parada de ônibus. (Fonte: Isto É/1931-25/10/2006 p.187)

A culpa é nossa! Nos EUA, vagabundo não se cria nas esquinas sem fazer nada, vai em cana. Aqui na Terra Brazilis, isso só acontecia na ditadura. Agora pode tudo. Nós abolimos a religião das escolas. Dissemos não à Bíblia! Demos superpoderes ao conselhos tutelares (disciplinar filho dá cadeia! Abandonar não!) e aos menores... esquecemos que os menores um dia seriam maiores... e fariam abortos, e continuariam usando drogas, roubando nossos carros, e que alguns, mesmo tendo tudo na vida... incendiariam quem não tem nada! Mas isso é assunto para outro dia.

Bem... Mas voltando ao índio...

Digamos que você conheça um índio pessoalmente. O que se dá de presente para um índio? Chapinha? Cueca? Cafeteira? Mouse USB? 20% das cotas em universidades? Macacão anti-chamas de bombeiro?

No mundo capitalista... dia do índio é data comemorativa, apenas isso... e data que comemora mas não vende, morre!

É só amanhã nas Casa Bahia! Cocar, 365 penas 100% recicladas, à prova de fogo, multicolorido, vários tamanhos, com 2 anos de garantia... por apenas 500 vezes de R$ 19,04!!! É só amanhã!

domingo, 18 de abril de 2010

Poço - Caxias do Sul, RS


Feche os olhos e imagine um poço... este é o meu... tal qual o imaginei, o encontrei...

Fonte - Ivoti, RS

Rique Barbo - O Cara!

Todas as fotos do blog são minhas... mas se querem ver fotografias de verdade conheçam...Rique Barbo. Ele é um dos 10 fotógrafos do Brasil que utiliza uma tecnologia moderna que permite visualização de 360° dos locais fotografados.
Além disso, é um talentoso músico, cantor e cartunista.
Foi um grande incentivador do meu trabalho como músico quando eu estava dando os primeiros passos. É um grande amigo.
Conheçam o belo trabalho deste mestre das lentes!
Visitem o seu site:
http://riquebarbo.wordpress.com/

" Viver é ter a chance de acreditar...


...que a cada dia podemos fazer mais do que imaginamos.
É acalentar sonhos,alegrias e esperanças,fazendo do Amor nossa inspiração maior...
É buscar nas pequenas coisas...nos pequenos gestos um grande motivo para ser feliz!"
Nany Dell'Aglio, poetisa e minha amiga.