domingo, 13 de junho de 2010

Dia dos namorados

Um dia triste. Mesmo para os felizes neófitos nas artes do amor e que se julgam acima da média por terem um relacionamento tão perfeito.
O problema é a obrigatoriedade do presente.
Que bom seria se o namoro se bastasse. Assim, por sí só.
Que o dia dos namorados fosse um dia para os apaixonados ficarem apenas olhando um nos olhos do outro em êxtase por estarem contemplando o brilho da alma nos olhos do seu amor.
Como músico, já toquei em muitas cerimônias e festas de casamento. E só de olhar pro casal já sei o que será do seu destino. Qual o ponto de atrito mor. Qual a sincronia, sintonia e sinbiose.
Hoje assisti com minha filha, pela segunda vez, Alice no País das Maravilhas.
E o que o diretor Tim Burton fez com esta história é magistral. Extraiu as entrelinhas tácitas do texto para a linguagem plástica visual, sem ser ululantemente óbvio. Foi um retoque de gênio na releitura da já genial obra literária do matemático Lewis Carol.
Chorei no final.
Alice não passa de uma mocinha acuada pelas responsabilidades que chegam com a vida adulta. Surta esquizofrenicamente e volta do surto decidida e amadurecida.
E é e-xa-ta-men-te esta postura que falta às pessoas que entram num relacionamento e não conseguem ser feliz.
Ciúme tende a aumentar e sufocar o outro. É impossível não senti-lo sem uma mudança interna na sua segurança pessoal, na sua auto-estima. Não adiantaria eu aconselhar a parar de sentir ciúme. Melhor é terminar tudo mesmo. Se auto conhecer, amadurecer e depois entrar noutra história de amor!
A idiotice é sempre a mesma:
Duas pessoas se conhecem.
Gostam de conversar. De estar juntas.
Se admiram mutuamente e gostam disso.
Daí surge a necessidade de se verem todos os dias.
E a isso segue o apego obstinado... querer estar sempre perto... pensar 24 horas naquela pessoa. Fase da concretização da paixão.
Fazem coisas para agradar o outro, são gentis e agradáveis... não peidam e nem arrotam um na frente do outro... fungam se preciso, discretamente... se perfumam, cuidam do visual...
Quando a paixão passa fica o amor.
E então... é que alguns... miseravelmente começam e agir de forma totalmente inversa.
E o que antes os uniu, a convivência agradável... acaba se tornando um fardo que vai pesando lentamente...
Falam coisas para desagradar ao outro. São grosseiros e egoístas. Alguns peidam, arrotam... e perdem completamente a elegância e agentileza tão agradáveis, com seu parceiro. Desleixam o visual. Estão seguros da conquista. Agora querem o poder.
E podem levar tempo demais para perceberem que não se amam mais... ou que simplesmente detestam um ao outro, não a pessoa em si, mas a mera convivência.
Quem gosta de se aproximar e conviver com uma pessoa egoísta, deselegante e insensível? Insegura e ciumenta?
Por isso meus caros amigos que namoram...
Nunca percam o respeito por vocês mesmos e pelo outro. Sejam gentis.
Ele: mande flores e vista-se bem, nenhuma mulher resiste a palavras e gestos doces de um homem bem vestido, educado e sincero.
Ela: seja sempre feminina nos gestos e na fala, pule no colo dele de felicidade ao vê-lo, não hesite em chorar de fragilidade ne frente dele e pedir ajuda. Faça-o sentir-se importante para você.
E o presente de dia dos namorados...?
Terá muito mais sabor um par de meias dado por um namorado que te faz feliz todos os dias, do que um passeio romântico num barco maravilhoso com direito a jantar à luz de velas e uma dança romântica, que vem como um pedido de desculpas ou com um sentido oneroso ela data fatítica do dia dos namorados.
Abraços.

Kaká... um Iluminatti?

Comercial da Pepsi:
Kaká, um cristão, usando uma camisa com uma estrela de 10 pontas, representando a Besta de 10 chifres do livro de Apocalipse na Bíblia, é derrubado por um bode, que representa o Baphomet, o Diabo...
Caindo de costas em sinal de derrota...
Messi o jogador Argentino cujo nome lembra Messias, e seu nome representa o falso profeta que cumprimenta o bode no final do comercial...
Que usa a câmera fotográfica é o jogador Drogba, que representa o Dragão.
Vejam:
http://www.youtube.com/watch?v=HZoXYiacIcg&feature=player_embedded

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Acusações

Disseste que sou perigoso
que hoje tens medo de mim

Ontem silenciaste...

Amanhã quiçá, tu me beijarás...
me abraçarás...
e tu me dirás...
que sou teu amor...

pois verás... no escuro...
que o perigo estava em ti o tempo todo...

pois não queres o meu amor
contudo teu espírito me visita todas as noites
me subtrai o sono...
e me sangra um pouco o coração...

Disseste que tens medo de mim...
mas eu temo o teu amor...

depois de sete anos nunca ouvi palavra torpe em tua boca delicada...
nem senti raiva ou rancor nos teus olhos...
mas hoje te vi ser jogada no chão...
e tua boca se encheu de palavras duras e sujas...
e eu é que tive medo de ti...

Tenho medo da tua boca...
pois encantas com poucas notas...
seduz com o metal...
faz desejar beijos...
mas depois diz que tens medo...

Perigoso é te ver espalhada no chão
chorando...
com curvas tão lindas, as dos teus quadris...
e o que mais me chocou... foi ouvir teu choro...
dorido... um lamento de desprezo...
teu olhar de loucura...

Eu tenho medo de ti
porque te amo
e tu?
Tens medo de mim
Porque Sou perigoso

Sempre te protegi...
sempre te protegerei...

Perigoso?
É sonhar contigo por tanto tempo...
pensar em ti todos os dias...
como quem sonha em ser ator,sem nunca poder subir no palco
passa a vida apenas... na platéia...

Isto sim... é que é perigoso...

terça-feira, 11 de maio de 2010

Feliz aniversário mano!

11 de maio de 1980

Nasceu "O Cara".

Lembro da primeira vez que te vi como se fosse hoje!
Chegaste no colo da mãe envolto numa manta. Ela te segurando nos braços sentada no banco da frente de um Fusca verde claro.
Eu estava brincando com meus amigos vizinhos de apartamento em frente ao prédio... de repente chegou o Fuca buzinando (biii...biiii-bi....bíííííí!!!!!!)
O carro fez a curva, subiu na calçada de bazalto irregular perto dos boxes e parou na minha frente... eu rapidamente subi no estribo do fusquinha, me aguarrei na janela do carro e te vi... com os olhos fechados e a cara de "bigorninha"! Hehehe...

O pai com aquele visual "Pedro de Pacas" hahaha...

E a mãe com a cabeça reclinada, o olhar doce, a te admirar... derretendo-se em amores...

Botei meu dedo na tua mãozinha... e tu fechaste a mão segurando o meu dedo...

Depois minhas recordações dão um salto no tempo... e lembro de quando o pai trocava a tua fralda no escurinho do quarto deles - pois tu dormia com eles ainda - sobre um trocador branco com a tampa azul... a tampa abria... e virava um trocador... e eu estava meio assustado olhando para o teu cordão umbilical com sangue seco e uma presilha de plástico na ponta, quando bem diante dos meus olhos, iluminado pela luz natural que vinha da porta do quarto aberta, teu "umbigo caiu"... que emoção!

Depois lembro dos teus dentes de leite caindo... e o tombo que tu levou de bici, fez um furinho na testa, lá na Silva Paes... e corri contigo ensanguentado... achei que tu tinha perdido o rosto... a mãe lavou teu rosto e não tinha nada... só um piquezinho na testa que sangrou muito e me assustou...

Lembro quando o "Zoreia" te chutou em frente a casa do Jasser e do Jader e eu segurei as mãos do Zoreia e disse: Vai Xandi... bate!

E tu quase matou o cara quando acertou ele nos rins com um cabo de vassoura, de madeira... kkkkkk!!! A vassoura chegou a apitar no ar... hahahahaha!!!!

Depois lembro de quando ganhamos o beliche de pinus... e brincávamos de eu te segurar pelas pernas e te puxar da parte de cima do beliche... teu corpo despencava para trás... tu fazias uma cara de pavor eu ria... e tu gostava da sensação de medo de bater a cabeça no chão... o que graças a Deus, nunca aconteceu...

Lembro do soco que tu foi me dar... e eu me abaixei e tu acertou o Jasser, teu melhor amigo... hahahahaha....

Lembro de quando o Duque, nosso amado vira-lata bobão veio correndo para o teu colo quando na porta da área tu chamaste ele, e o bobão acertou uma focinhada na tua boca te arrancando um dente... KKkkkkkkk!!!

Lembro de quando ganhamos as bicicletas de presente, não recordo que data era... tu queria uma "bici de véio", tri estiloso... um piá andando de Barra Forte! E eu quebrei o freio da minha e não pude andar contigo... e quando consertaram minha bike... choveu uma semana sem parar... hehehe

Lembro de quando te vi fumando no calçadão e quando tu me viu, jogaste a bagana longe... e me apavorei... (tu tinha 13 anos!!!)
De quando descobri no fim do ano letivo que teus cadernos estavam em branco... e me apavorei também...

Lembro de quando teus amigos eram da Vila Fernandes e de como eu me sentia deslocado longe da Silva Paes... e as vezes sentia ciúmes dos teus amigos... até tentei gostar de vídeo-game... mas não consegui ser tão bom com o joystick como tu...


Ah... lembro de quando a gente subia em cima da casa com uma Kodak Love com filme de 12 poses para "bater foto" juntos...

Da gente demolindo skate...

Lembro de quando tu apareceu com umas namoradinhas estranhas... uma judoca gordinha... e depois teve uma que parecia o João Gordo, cheia de piercings... e de ter pensado que era o fim...

Depois a vida nos separou um pouquinho... tu virou até "gesseiro", mas antes teve outras profissões como padeiro, office boy do vô Charles...

Falando nisso, lembro que tu era o orgulho do vô Odir... diziam que tu era parecido com ele... e ele pegava aquela bengala com uma bola de madeira na ponta e com ela sobro o teu peito te ensinava e fazer apoio e abdominal... e contava... um... dois... três...

Lembro de quando tu te fudeu no acidente de moto... duas pernas engessadas, final de curso na facul... e a Marcopolo te chamou... e tu saiu andando contra os conselhos médicos... e como um guerreiro... venceste tudo! O vazio da solidão, as dores, a pneumonia, o desamor, a falta de grana, e foste até Caxias... e lá longe de nós... enfrentaste a realidade da vida...

Lembro de quando tu te apaixonou pela Manu... que ela era linda sem precisar de nenhum recurso artificial... e que gostava de cachorro que nem tu... e que gostava de ti com esse teu jeito de macho!

Lembro que tu deu um Buzz Lightyear pra Sofia! Acho que nós gostamos mais dele do que ela!

Lembro de quando tu deste tua moto de entrada no Del Rey para eu não andar a pé quando roubaram o meu carro... e não tinha seguro nem nada... E a Sofia era bebê ainda... por tua causa eu não fiquei nem 24 horas andando a pé... tu tinha pagado a moto em mil prestações e foi muito sacrificante pra ti.. obrigado meu irmão ... Eu te amo muito... queria poder te abraçar agora...

E lembro de como o Chevetinho nos uniu... como a gente tentava achar que ele era um bom carro! Hahaha...

E lembro de quando apareceu o Clio na tua vida... e tudo o que ele trouxe junto...

Lembro do canivete suíço que tu me deu... e do boné Beagle... artigos de luxo, que tu me deu com um desprendimento transcendental...

E são coisas que levo como uma força de tu estar sempre comigo... e agora mesmo estou usando um blusão teu... todo esfarrapado... mas adoro ele... hehehe...

E agora meu Xandi querido... vem a pior parte... hehehe 30 anos!

Hahahahaha!!!

Balzaquiano! Enfim!

E no dia do teu aniversário eu é que ganho o presente... não... não...

Meu presente para ti hoje é poder recordar toda esta história contigo e poder te dizer...

Te amo!

Feliz aniversário!

domingo, 9 de maio de 2010

Mães e pães...

Antes de mais nada... parabéns mamãe... sou agradecido a Deus por você ser minha mãe.
Tive uma sorte que muitas pessoas não tem: a de ter uma mãe jovem, linda, alegre e bem humorada! Uma mãe que cuidou de mim quando eu era pequeno e que cuida de mim sempre que preciso até hoje. (Ou quando ela acha que eu preciso!)
Lembro de coisas deliciosas da minha infância... e todos nós deveríamos fazer esta viagem hoje...
Lembro de quando ela servia pão caseiro com manteiga... a manteiga geladinha cortada meticulosamente numa fatia nem muito fina nem muito grossa, sobre uma deliciosa fatia de pão que só ela sabia fazer... e tudo isso arrumado num prato de forma a encher os olhos... servido com carinho...
Com minha mãe aprendi a amar... o modo dela amar é modo como eu amo... gosto de pôr à mesa... servir quem amo... com o meu melhor... gosto de fazer pão... de cozinhar... de servir... sei que parece "pensamento de arigó" como diria o gaudério, mas gosto de sentir-me útil para quem amo...
Hoje é um dia para se comemorar com a sua mãe... e para lembrar das que já se foram... é também um dia para se refletir... pensar sobre as novas conjugações familiares... e as novas funções familiares...
Há por exemplo, recentemente, casos como o meu... em que o pai assume muitas das responsabilidades que deveriam ser inerentes à figura da mãe... e surge a fusão de pai e mãe numa única persona: o Pãe.
A coisa é tal, que hoje recebi os parabéns pelo dia das mães! Amigos que reconhecem em mim os cuidados maternos que despejo sobre minha filha!
Há ainda poucos "pães" por aí... mas com a mulher assumindo na sociedade um lugar cada vez mais proeminente no mundo do trabalho... a tendência é, enfim, desta situação de pais que são mães também, ser cada vez mais comum.
Então quero deixar o meu abraço a todas as mães e todos os "pães" que conheço!
Pois é no cuidado materno que se manifesta o carinho de Deus pelos homens...
A Bília diz no livro de Isaías 49:15: Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Tempo


Tempo... ele passa... a gente fica...
ou seria o contrário...?
Acho que o tempo fica... e a gente passa...
tudo passa, diziam os gregos, pantarei...
Só amor fica... mas isso... só a BÍblia ensina
Veja em Coríntios 13 no NT:

1 Coríntios 13
1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
3 E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
4 ¶ O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
5 Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
6 Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 ¶ O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
9 Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
10 Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
11 Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
12 Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.

sábado, 1 de maio de 2010

Lilás...

Estou a quatro noites sem dormir...
Ansiedade mata... aos poucos... é verdade, mas mata.
Existem tantas coisas e sentimentos se confrontando na minha cabeça...
Que não me permitirei filosofar hoje com os amigos.
Apenas isso, bom fim de semana paratodos nós...
Abraços...

""Amanhã... outro dia... lua sai, ventania abraça uma nuvem que passa no ar
pra chover de emoção, trovejar... raio se libertou...
clareou, muito mais...
se encantou pela cor lilás, prata da luz do amor...
céu azul...
eu quero ver o pôr-do-sol... lindo como ele só...
de gente pra ver e viajar... no seu mar... de raios...""
(Lilás - Djavan)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Psicanálise e Neurociência II - (continuação...)

Vejo que há na nossa sociedade dois tipos básicos de família: a que o pai manda, e a que a mãe manda. Apenas estes dois tipos de família é que fazem a diferença relevante ao que digo nesta análise, no comportamento das pessoas beirando os 30 anos.

Onde o pai é mandão,vamos dizer assim, a filha mulher, cresce se relacionando com um homem durão. Vendo a mãe ser submissa. Ela cresce e decide que não quer viver como a mãe. Ela quer um homem sensível. Que traga flores, que escreva poesias, que goste de filmes estilo comédia romântica...

O problema é que quando ela encontra este homem, simplesmente não sabe o que fazer com ele! E não sabe, porque foi treinada para dar resposta aos estímulos que está acostumada desde a infância. A informação que entra nos neurônios desta criatura é nova. E não é considerada pelo cérebro como um estímulo. Daí que ocorre de ser comum ver mulheres que sonham com um homem sensível, deixando o sensibilóide, para ficar com um orangotango grosso e bombado! Que todas as quartas a abandonará para jogar futebol com seus amigos paquidermes! E ela fica apaixonada por este idiota...

No outro modelo familiar, a mãe é que manda, e o pai é um bundão que só obedece. A menina criada neste lar recebe um estímulo, que com o tempo cria o seguinte efeito, ou ela quer um homem para ela mandar nele, ou ela quer uma mulher pois a imagem que ela faz de homem foi assumida pela mãe dela. O pai não provoca estímulo nenhum neste pobre ser. Estas se relacionam com homens de forma muito lúdica... sentem-se perdidas... não demora para se sentirem muito magoadas com a realidade... (que homem
tem vontades e desejos, sendo novidade para ela, pois seu pai nunca demonstrou nada disso pela mãe) e começam a se armar para a guerra do amor. Tornam-se mulheres inconquistáveis.

E... ah... não quero mais escrever sobre isto... porque não tenho a menor noção do que estou escrevendo... não tem fundamento. Tudo isso que eu escrevi é esterco cultural... espero que ao menos tenham rido um pouquinho...

Querem saber?

To nem aí!

Prometo que amanhã escrevo algo menos cabeça e mais leve...

Abraços...

terça-feira, 27 de abril de 2010

Psicanálise e neurociência

(Evolucionismo numa abordagem á luz dos relacionamentos amorosos.)

Por que o processo evolucionário agiu diferente sobre a espécie humana?

Por que os mecanismos evolutivos não deram saltos importantes como fazer um ser vegetal tornar-se um ser locomotor? Ou ainda, evoluir um mamífero sem auto-crítica para uma forma de "mamífero sapiens sapiens"? Por que acreditamos que isso ocorreu apenas com o homem? E mais, a consciência já foi contemplada com uma definição baseada na análise evolucionista?

Inegável fato é, que o homem possui habilidades oriundas da consciência sobre si mesmo e sobre o meio onde vive e de suas relações com outros homens dentro deste meio. E que esta característica é algo discriminado em relação aos outros animais.

Mas isto é suficiente para afirmar que o ser humano é um ser superior?

Pode nossa superioridade ser considerada como fato consumado, se nem ao menos sabemos quais os mecanismos que nos levaram a tal superioridade?

Nem ao menos podemos comprovar isso científicamente numa análise cosmológica!

Somos ignorantes a respeito dos fatores que determinaram nossa suposta superioridade em relação aos outros seres vivos.

Nossas ferramentas evolutivas como a linguagem escrita e falada, nossa habilidade de construir objetos, aparelhos, ferramentas, enfim... são apenas uma parte do aparato de sobrevivência para protegermo-nos mais de nós mesmos do que dos outros animais.

Qual a vantagem da hegemonia da sabedoria se para o mais importante para nossa sobrevivência, que é o amor, não somos inteligentes nem capazes?

O mundo anda tão veloz... que desaprendemos a suportar a solidão... quando crianças estávamos sempre com algo para fazer e quando enfim crescemos e nos deparamos com o "nada para fazer", nos tornamos depressivos. Se encontramos algo para fazer, isso é simplesmente uma defesa da solidão e da depressão e nos tornamos ansiosos.

Cansei de amar... cansei de amar pessoas que não vivem, que tem medo e por esse instinto de sobrevivência superior que temos, acabam por desenvolver fortíssimos mecanismos de defesa emocionais e psicológicos idiossincraticamente elaborados.

Nunca se alcançará verdadeiramente o coração de uma mulher?

Será preciso sempre atravessar mais uma parede? Furar mais bloqueios?


Está cada vez mais difícil o acesso ao coração das pessoas. Agora essa de relacionamento virtual! Não olhamos mais nos olhos das pessoas. Paramos de observar as pessoas.

Evoluímos? Voltamos a ser nômades... só que agora em vez de abandonar territórios explorados, abandonamos corações escangalhados. Nômades nos relacionamentos.

Tudo isso para nos protegermos de nós mesmos. Não seria melhor poder confiar uns nos outros? Sermos fiéis num relacionamento, não apenas no sentido de evitar a traição sexual, mas fiéis no âmago do relacionamento? Saber que quando o outro diz que te ama, está sendo dito por uma pessoa que se conhece muito bem e quer se deixar conhecer? Não seria mais protetor saber que as pessoas não são levianas com os corações dos outros? Que não vão dar a entender uma coisa e fazer outra?

Existem pessoas que amam e se relacionam como um péssimo motorista se relaciona com o trânsito. Deixa o pisca alerta ligado sinalizando conversão para a esquerda e continua andando reto. Ou entra numa rua sem sinalizar. Como vamos saber o que o outro sente e espera de nós se não há sinais disso? Diálogo serve para isso.

É como chegar num restaurante e pedir um bife sem especificar de como gostaria, se bem ou mal passado, e mesmo assim reclamar que o bife estava ruim e dizer que o restaurante não é bom. Foi você que entrou naquele restaurante e pediu bife.

(continua amanhã...)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Estrangeiros e peregrinos.

Sábado passado, durante apresentação musical no Bourbon Ipiranga, fomos abordados por um casal desconhecido, cafonérrimo, ambos bêbados (12 canecos de chopp de 500ml cada um consumiu! - em 40 minutos!!!) e que de forma muito grosseira pediam - em tom agressivo - que a banda tocasse músicas cantadas em português, MPB, enfim...

Esta abordagem se deu em quatro etapas: a primeira foi durante o intervalo, onde a mulher (com o olhar perdido de quem toma Aldol) falou comigo, num clima... como se eu fosse o Donald e ela o seu arquiinimigo Silva. Segundo ato: Depois o cafonão, clone do Zé do Caixão (no modo de vestir), assuntou com o Pedrão e sua namorada à mesa durante o jantar. Num terceiro momento, o homem estala os dedos e faz "psiu!" - várias vezes! - após a primeira música do segundo bloco do show e pergunta: "Tu não é brasileiro!? Tu não é brasileiro!?" - Como o anicéfalo dirigia-se à mim, virei-me sorridente e esforçando-me para ser simpático, respondi: "Sou sim... eu sou brasileiro." O energúmeno continua: "Tu não é brasileiro!?" - ao que respondi: "Eu sou brasileiro! Eu não sou é xenófobo!"

Desci do palco para a cantora Lin, fazer seu número em "brasileiro" - que o sábio Luiz Leão escolheu a dedo para tocar para os cafonas - "Matriz e filial" (Hahahaha! Que sutileza! Gênio!); e foi neste momento que o imbecilóide histriônico e sua companheira cabeça de mamute me agarraram pelo braço (sem a menor noção do perigo que corriam pois eu estava prestes a perder a postura! Olha a faca! Olha a faca!) e começaram a argumentar colóquios infundados aos quais respondi que o diferencial do trabalho da banda era a música internacional bem executada e sem "enrolation"! E que se eles querem tanto assim curtir MPB (provavelmente recalcados por não entenderem inglês) que fossem para os barzinhos da cidade que estão cheios de MPB.

Permaneceram por mais uns 15 minutos até eu subir ao palco novamente - quase tendo uma diarréia de tanta raiva - e se foram para alívio de muitos no local.

E isto me fez pensar sobre xenofobia, do grego, xenos = estrangeiro, fobia = aversão forte, pânico aversivo. Ou seja: pânico aversivo de estrangeirismos. O que pode ser entendido como uma manifestação anti-imperialista-cultural-americana. Essas pessoas devem comprar "mouse" para o computador chamando-o de "rato". Ao trocar os pneus do carro pedem por "Pedra de fogo" (Firestone) e por aí vai...

Na Argentina, vi um LP do Led Zeppelin numa loja de discos, em que "Black Dog", a primeira faixa do lado A, na capa lia-se "Perro Negro" Poxa... aí já é demais!!!

A Bíblia possui muitas referências aos estrangeiros, pois os hebreus tinham muitas leis de proteção social aos mais fracos, como as viúvas e os estrangeiros e peregrinos entre o seu povo. Mas no Antigo Testamento alguns séculos antes de Cristo em Levítico 25:23 diz: "Também a terra não se venderá em perpetuidade, porque a terra é minha(diz o Senhor); e vós sois para mim, estrangeiros e peregrinos." Vemos aqui que para a natureza divina somos como estrangeiros, como peregrinos. Somos frágeis, alheios a Deus.

Mas o amor de Deus por nós, trouxe por meio do sacrifício de Jesus na cruz, a de volta a conexão do homem com seu Criador, perdida por nós no Éden. Veja o que diz em Efésios 2:19, no Novo Testamento, escrito por Paulo uns 100 anos depois de Cristo: "Já não sois mais estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus."

No céu... quando todos habitarmos unidos com Cristo, não haverá língua, nação, cultura, nada de estranho... ainda que exista a diversidade... o amor será supremo.

Give me tomorrow - by Gary Chapman

Where was my head

To believe I could live without you

And that we'd stay good friends

Now I'm dying instead

And my worst dreams have all come true

And I need you back again

That's why I'm calling

Cause I believe

There's hope for us

If you can just


CHORUS:

Give me tomorrow

And another chance

To tear down this wall

That keeps us so far apart

Let me borrow

Another day

To show what my heart's made of

Can you give me tomorrow to love


If you can find

Sweet reflections of you and me

Baby, don't let them go

Just one more time

Let our memories all run free

You'll see a precious love

And we still can have it

Cause I believe

domingo, 25 de abril de 2010

Treinamento de repetição.

E se um dia..... um demônio...... te dissesse: "Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez - e tu com ela, poeirinha da poeira!". Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez, um instante descomunal, em que lhe responderías: "Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!"..... A pergunta diante de tudo e de cada coisa: "Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?"..... Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela. - adaptado de: Friedrich Nietzsche ( A Gaia Ciência)

A escola não passa de um inferno disfarçado de céu. Lugar onde crianças são submetidas a um rígido treinamento: repetir. "A repetição é a mola mestra da aprendizagem." - ouvi esta frase numa aula de História da Arte ministrada pela digníssima Irmã Maria Hiltgardis no Colégio Maria Auxiliadora na década de 90. Dentro do contexto em que eu vivia e do modo como esta frase me foi apresentada, pareceu-me algo lindo. Mas agora, esta mesma frase, assume vestes terríveis.

Sofri dores insuportáveis no hospital durante minha rápida recuperação de uma apendisectomia, e afirmo categoricamente: viveria tudo novamente, apenas para estar onde estou agora, sem dor e vivo, ao lado da minha filha. Privações de dias sem comer e muitas horas sem beber. Sensação de impotência diante do destino. Restava-me aceitar o que foi imposto e lutar para cumprir a tarefa de voltar a viver.

Mas como suportar a dor de um emprego que não suportamos mais? Ou de um relacionamento que não nos traz mais prazer? Sentimos esta maldição da eterna repetição. Rotina de tortura. Cauterizadora de idéias e sentimentos nobres. Isto é o inferno na terra.

Inquietante assim é também a saudade. Ou a ausência que se faz eterna.

Devemos quebrar esta roda da escravidão, sair da sansara... atingir uma rota de fuga... sair pela tangente...

Uma frase de um filme do Goddard me agita os pensamentos... "Onde acaba a imagem que tenho de você?" Pensei: Limitamos a nossa visão e ou a expandimos?

Limitando, estamos fadados à repetição. Assim pretendem os namorados quando vivem de mimos diários impossíveis de serem mantidos na correria de uma vida matrimonial séria, postergando assim apenas o fim do relacionamento, sem saber. Limitam-se a verem apenas as coisas boas, e quando a ruim chegar, pode pegá-los desprevinidos.

Expandindo nossa visão, podemos ver coisas diferentes, e dependendo da nossa situação, tais visões podem ser melhores ou piores. Quem está no fundo do poço, talvez veja uma saída. Quem está enamorado e vê o futuro demasiadamente, acaba sozinho, pois excede em exigências e desconfianças.

Dizem, que só se dá valor àquilo que se perde. Deve-se tentar ver na saudade sentida todos os dias, o limite onde acaba a imagem que temos da pessoa amada. Permitindo assim surpreender-nos com o conhecimento de quão profundo pode ser este amor.

Queres viver todos os dias o mesmo que viveste hoje? Não? Então mude. Transforme-se.

Quando a saudade torna-se insuportável para ser sentida todos os dias, é porque ela está se transformando em paixão, cabe a nós transformarmos isso em amor, e este amor em relacionamento.

sábado, 24 de abril de 2010

Bordões e bordoadas.

"Hoje é sábadoooooooooo...!"

Um dos bordões do meu amigo Marcos, ou Marquinhos, como todos o conhecem. Ele diz isso aos sábados... e também às segundas, terças, quartas...

Quando eu estive no hospital no início de março deste ano, para retirada (dolorosa e purgatória!!!) do meu apêndice inflamado e supurado, todos os dias meu amigo e colega de trabalho na banda Leões e Poetas, Luiz Leão telefonava para mim e dizia:

"De hora em hora a vida melhora!"

Esta frase virou um bordão na minha boca, quando a dor era insuportável e a morfina pouco ajudava eu dizia para mim mesmo: "De hora em hora a vida melhora."

Antigamente o Marquinhos dizia: "Só coisa boa!"; era o "oi" dele. Atualmente mudou para "Só coisa boa e um pouquinho de grana!"

Visitantes ilustres no leito hospitalar, Marquinhos e Luiz Leão foram importantes com seus bordões, sempre servindo de apoio. Quando a vida lhe dá uma bordoada, nunca pergunte a Deus "Por quê Deus?", isso é falta de fé. Prefira perguntar "O quê Deus? O quê o Senhor quer que eu aprenda?"

Descobri que Deus fala o tempo todo conosco; mas é somente na dor, que nossas atenções se voltam para Ele e o ouvimos melhor. A dor aumenta nossa percepção auditiva para a voz de Deus.

O coração do faraó endureceu não libertando o povo de Deus, mas quando seu filho morreu, com a última praga do Egito, a saber, a morte de todos os primogênitos, então ele libertou o povo.

Na minha angústia particular eu libertei a mim mesmo. Sempre me aprisionei a este ou aquele conceito, mas agora sou livre! Viver vale a pena e só importa viver se existe amor! Não quero mais me estressar com pouca coisa. Ficar ao lado de pessoas estressadas e nervosas. Procure conviver apenas com quem lhe quer bem, com quem lhe dá valor, com quem lhe respeite, e principalmente, com pessoas de bom humor.

Encerro com dois bordões um de Paulo Santanna "O casamento é uma troca de maus humores durante o dia e uma troca de maus odores durante a noite."
O outro é de um pastor Luterano que vi pregar em 1995 em Ivoti (amo esta cidade!), ele dizia um trecho da Bíblia - o saudoso Reinoldo Frenzel (que já nos deixou...) - em tom profético:

"Hoje... se ouvirdes a Sua voz... Não endureçais os vossos corações..."

Amém.
Um bom Sábado á todos.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Leões e Poetas - A Banda


Sem ofensas... eu não sei desenhar mesmo... hahahahahah!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

A velha novidade.

Um bom romance... Ah... Todo mundo sonha com um... Desses de cinema... Que vai sendo escrito lentamente. E de tão lento chega a dar uma angústia. O bom romance tem a ver sempre com a realização dos nossos sonhos. E sonhar... é uma forma de tentar transcender nossa existência.

Existem diferentes jeitos de se fazer isso. Tem gente que escala o Everest, ou viaja para um lugares místicos, ou lindos, tem gente que ajuda o próximo, o necessitado, ou trabalha como voluntário em hospitais, asilos... Enfim... Mas eu... eu sonho!

Eu sonho... E aconselho: procure sonhar... sempre, todos os dias, antes de dormir, antes de fechar os olhos... comece a sonhar... Imagine-se um herói, quem sabe dirigindo aquele carrão, ou saboreando uma comida preparada com carinho pelo seu amor, seja ele platônico ou real, imagine-se numa viagem pelo mundo! Mas sonhe. Apenas sonhe.

Tenho sonhado o mesmo sonho desde criança... É assim: um romance cinematográfico! Sonho em casar na igreja! (Isso mesmo! E daí?) Talvez uma pequena igreja na Inglaterra, uma igreja Anglicana. A noiva linda, sorridente, de branco, feliz, perfumada, leve, solta, só minha (e eu só dela!)... admirada por todos pelo seu bom humor e carisma... A chuva de arroz... ah... tem que que chover arroz! Entramos de mãos dadas em sinal de total cumplicidade num carro estilo dos anos 60, preto cadillac, com detalhes cromados, rumo a lua de mel nas montanhas. O sorriso dos corações confiantes estampados no rosto de cada um.

A Bíblia diz: "Mulher virtuosa, quem a achará? E seu valor muito excede ao de finas jóias. O coração de seu marido confia nela." Provavelmente escrito por Salomão, este texto mostra que o sonho do romance é antropológico, e não meramente cultural. Dia desses recebi um email com fotos curiosas, numa delas Saddam Hussein ao lado da esposa numa fotografia que parecia tirada para um filme romântico da era de ouro de Hollywood. Viu? Todos sonham. Bons ou maus, são seres humanos, e sonham. E se forem espertos, tentarão viver seus sonhos.

Certas pessoas cruzam em nossas vidas, e trazem nos olhos, sem saber, a promessa de realização dos nossos mais secretos sonhos de amor! A triste verdade é que a regra geral parece ser de as pessoas morrerem sem cumprir seus sonhos, sem vivê-los. Ou sonham metas impossíveis, ou não buscam realizá-los. Mas quando esta pessoa aparece com a luz dos sonhos nos olhos... corra atrás dela! Não deixe escapar a oportunidade de dizer-lhe que a ama! Talvez isso a assuste... tenha sensibilidade... se for este o caso... leia o Pequeno Príncepe antes.. o capítulo da raposa... Mas não deixe seu sonho escapar entre seus dedos. Nada é por acaso, e se aquela pessoa está ali na sua frente... pegue o e-mail dela, o telefone, o apelido, a placa do carro, sei lá porra... qualquer informação para poder correr atrás do seu sonho depois.
Se não fizermos isso... corremos o risco de ver nosso sonho ser nutrido por anos e anos a fio... e isto transforma pessoas em mitos! Daí já era! Nunca mais conseguirá manter uma postura natural diante desta pessoa e deixá-la ver quem você é de verdade! Tudo trava! Então acima de tudo... aja rápido e seja natural! LEMBRE-SE: SUA VIDA ESTÁ PASSANDO AGORA MESMO BEM DEBAIXO DO SEU NARIZ!

Eu vi esta luz. E ela é azul! Mas esta princesa dos contos de fada não tem culpa de ter o brilho dos meus sonhos nos seus olhos! Então... eu é que devo ter nos meus olhos esta luz também! Os amantes que vêem reciprocamente esta luz nos olhos um do outro, mantém um esnobe sorriso de felicidade e cumplicidade no rosto que aborrece os derrotados e sem esperanças.

Sinto a cada momento ao seu lado, uma novidade, que apesar de ser sempre o mesmo sentimento, a cada encontro me parece como se um novo sentimento fosse. Sua proximidade reacende a chama. Então percebo...

... o quão novo é o velho amor de sempre!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Tiradentes xTira-gosto.

Ah... que mês fértil para as escolas...!!!
Abril... Mês da Páscoa, e lá se vão as professoras fazer orelhas de coelho com cartolina, pintar bigodes de coelho nos alunos, pedir dinheiro para os pais dos alunos para comprar balas, pirulitos e outras porcarias... (Podiam ao menos comprar chocolate de verdade?)E o "Pesach", a odisséia Hebraica de liberdade da escravidão e a travessia do deserto até a "terra prometida", que durou 40 anos e está recheada de milagres e lições... quem lembra? Foi nesta época que a verdadeira Páscoa (passagem) aconteceu: Cristo, de natureza humana e divina, homem gerado por Deus no ventre da Virgem, que viveu sem cometer nenhum pecado, morre injustamente crucificado em nosso lugar, ressuscita ao 3° dia, sobe aos céus prometendo voltar para nos levar para um novo mundo, onde não haverá mais lágrimas, nem medo, nem dor, nem o mal, nem despedidas, nem fome... E toda a humanidade, ressuscitada, reconciliada com Deus para sempre... vivendo em amor e dádivas e delícias eternas... as famílias reunidas novamente... os vivos e os mortos vivendo como se nunca tivessem sido separados, o órfão re-encontra seus pais, a viúva o seu marido, toda a felicidade dos reencontros e da vida com Deus... a linda e verdadeira história da salvação sendo escrita diante dos nossos olhos todos os dias... quem lembra?
Importamo-nos demais com os feriados, e pouco com os significados.
Ah... tem também o dia do índio... e tem também hoje.
21 de abril.
Alguém sabe? Alguém lembra?
Dia de Tiradentes.
E daí?
Preferimos ver este dia como mais um dia de tira-gosto.
Vamos ver tv o dia todo, passear, fazer um churrasco, comer uns petiscos diferentes, namorar, e muitas outras coisas gostosas que se pode fazer num feriado.
E tudo isso é muito bom... concordo.
Mas... se por acaso alguém quiser saber algo sobre Tiradentes e o que esta data significa para a nossa história, basta clicar no link:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tiradentes

Até amanhã.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Foto do dia... Frio no RS.


Minha xícara predileta. Todo mundo devia ter uma. Somente para ocasiões especiais. Eu, como adoro o frio... especialmente hoje... que o tempo está meio chuvoso... acho uma boa combinação: chuva, frio, capuccino, bolinho de chuva coberto com canela e açucar confeiteiro, cobertor, sofá e filme da sessão da tarde! Claro... e uma bela dona!!!

Minha xícara predileta tem um quê de coisa fina, outro quê de coisa simples, e uma dose de aconchego. Na foto aparece em primeiro plano, e ao fundo minha cafeteira italiana, umas latas de biscoito amanteigados e minhas plantas... O pano de fundo é a luz do céu nublado da cinzenta tarde de terça-feira entrando pela minha enorme janela.

O frio traz consigo o aconchego. O frio nos aproxima. Deus nos deu o frio porque somos um povo frio. Por "increça que parível", é no frio que derretemos o gelo das nossas almas. Quando nos aproximamos, nos aquecemos e derretemos nossos corações de gelo.

O gaúcho aplaude menos nos shows. Nos espetáculos de comédia, é o povo que menos ri.
Por isso mesmo estimula-se tanto a cultura do chimarrão. Povo inteligente que sabe que precisa superar sua aparente frieza, com doses de tradicional cordialidade. Ritual que aproxima, ritual de fé e de amor. E eu também tenho minha cuia e minha bomba prediletas.

Mas a xícara é universal. A cuia é muito regional. A xícara eu posso levar para fora do estado, para fora de casa, para o escritório, para acima do "Mampituba" sem correr o risco de parecer bairrista.

Dividir uma xícara de café ou chocolate quente com a pessoa amada, é mais sagrado e romântico que pedir de joelhos a mão da amada em casamento. Une sonhos e esperanças. Penso em como seria poder dividir com uma xícara de café, meus sonhos com alguém que queira dividir o seus comigo. Penso num nome. Pequeno... 3 letras apenas. Penso numa imagem. Penso em como desejo obsequioso o amor que nutri tantos anos, desde a infância. Suas cores, suas palavras, suas paixões e tudo o que sei sobre ela estão lá... na borra de café com chocolate que fica no fundo da minha xícara predileta. E só eu posso vê-la com meus olhos mágicos... dentro daquela xícara, cheia de sonhos, enquanto sorvo minha bebida quente lentamente, num tributo secreto diário, pensativo e calado... até fim.

Paradoxo arquetípico.

Somente agora percebo com a clareza do amanhecer
Quanto a amo
O tanto a liberto
O tanto me prendo

Amo o quanto a distância pode amar
Sentindo estar perto
E quando perto estamos
Aí é que me sinto longe

Pois meu amor não a quer constranger
Antes, constrange a mim mesmo

Hoje acordei sonhando - com ela
Ontem sonhei acordado - com ela

Todos os sonhos são com ela
Todas as realidades são sem ela

Embora me entristeça não poder tocá-la
Alegro-me neste doce anelo

Pois sei que de alguma forma
Minha voz a alcança em algum lugar da sua alma
Desconhecido lugar
De uma alma que conheço
Melhor que a minha

É certo que a amo
Pois não a procuro
Meu presente é minha ausência
Pois é me prendendo
Que eu a liberto
E isso é... amar.

Hoje estou a flor da pele
Não me toque
Vou chorar

Preciso do teu abraço
Finja que eu não existo
Para que eu continue feliz

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Dia do Índio.



Aprendi na escola: o índio é um cara bonzinho, sem pêlos, que não sente frio, ama a natureza, pinta o rosto, usa pena de galinha na cabeça, dança em roda fazendo "u" com a boca e batendo com a mão nos lábios. Ah... e usa arco e flecha.

Aprendi com a vida: o índio é um cara marginalizado, e não sabemos nada sobre ele.

Antigamente o Dia do Índio era feriado... comemoravam! Tinham mais é que comemorar mesmo... Queimamos as florestas deles, estupramos as mulheres deles, acabamos com a teologia deles... e nada! Num mundo onde a gente só leva no lombo... encontrar com estas criaturas que não revidam com terrorismo e homens-bomba é muita sorte mesmo. Aqui fomos mais espertos! Acabamos com qualquer possibilidade do índio ter religião! viva a catequese! Nada de fanatismo religioso na nossa sociedade! Ah... tá bom... só um pouquinho... os RRs Soares, Macedos e Malafaias da vida!

Depois, esta data muitas vezes passa batido por nós. 19 de abril é uma data que não significa nada para o comércio! A gente presenteia mãe, pai, filhos (12 de outubro, Natal ,Páscoa...etc...), avós, trabalhador, professor (que não é trabalhador, obviamente, pois professores têm data específica!) e enfim...

Mas...

Quem presenteia o índio?

Afinal... Quantos índios você conhece? Eu conheço o Cacique Juruna... e o Galdino Jesus dos Santos - aquele mendigo (na verdade ele era um pataxó, mas quem lembra?) que uns filhinhos de Presidente de Tribunal de Justiça de Brasília (claro que isso foi pejorativo, pois somente um dos assassinos era filho dele mesmo), atearam fogo no dia 20 de abril de 1997 numa parada de ônibus. (Fonte: Isto É/1931-25/10/2006 p.187)

A culpa é nossa! Nos EUA, vagabundo não se cria nas esquinas sem fazer nada, vai em cana. Aqui na Terra Brazilis, isso só acontecia na ditadura. Agora pode tudo. Nós abolimos a religião das escolas. Dissemos não à Bíblia! Demos superpoderes ao conselhos tutelares (disciplinar filho dá cadeia! Abandonar não!) e aos menores... esquecemos que os menores um dia seriam maiores... e fariam abortos, e continuariam usando drogas, roubando nossos carros, e que alguns, mesmo tendo tudo na vida... incendiariam quem não tem nada! Mas isso é assunto para outro dia.

Bem... Mas voltando ao índio...

Digamos que você conheça um índio pessoalmente. O que se dá de presente para um índio? Chapinha? Cueca? Cafeteira? Mouse USB? 20% das cotas em universidades? Macacão anti-chamas de bombeiro?

No mundo capitalista... dia do índio é data comemorativa, apenas isso... e data que comemora mas não vende, morre!

É só amanhã nas Casa Bahia! Cocar, 365 penas 100% recicladas, à prova de fogo, multicolorido, vários tamanhos, com 2 anos de garantia... por apenas 500 vezes de R$ 19,04!!! É só amanhã!

domingo, 18 de abril de 2010

Poço - Caxias do Sul, RS


Feche os olhos e imagine um poço... este é o meu... tal qual o imaginei, o encontrei...

Fonte - Ivoti, RS

Rique Barbo - O Cara!

Todas as fotos do blog são minhas... mas se querem ver fotografias de verdade conheçam...Rique Barbo. Ele é um dos 10 fotógrafos do Brasil que utiliza uma tecnologia moderna que permite visualização de 360° dos locais fotografados.
Além disso, é um talentoso músico, cantor e cartunista.
Foi um grande incentivador do meu trabalho como músico quando eu estava dando os primeiros passos. É um grande amigo.
Conheçam o belo trabalho deste mestre das lentes!
Visitem o seu site:
http://riquebarbo.wordpress.com/

" Viver é ter a chance de acreditar...


...que a cada dia podemos fazer mais do que imaginamos.
É acalentar sonhos,alegrias e esperanças,fazendo do Amor nossa inspiração maior...
É buscar nas pequenas coisas...nos pequenos gestos um grande motivo para ser feliz!"
Nany Dell'Aglio, poetisa e minha amiga.